Dicionário do Esporte :: Jiu-Jitsu

Do japonês, ‘Jū’ significa suavidade/brandura, enquanto ‘Jutsu’ significa arte/técnica.
Daí o significado mais conhecido do jiu-jitsu: ‘arte suave’.

De origem secular, a luta se desenvolveu nas escolas de samurais, a casta guerreira do japão feudal, e se utiliza de golpes de alavancas, torções e pressões para derrubar o oponente ao chão e dominá-lo, sendo um método de defesa pessoal sem o uso de armas.

O jiu-jitsu ganhou o mundo quando Mitsuyo Maeda, filho de um lutador de sumô famoso, decidiu desafiar oponentes de todos os tamanhos e estilos para comprovar a eficiência de seus estrangulamentos e chaves de braço. Ele partiu para os EUA em 1904, onde sua postura nobre em batalhas ganhou o apelido que o consagrou: Conde Koma. Em 1914, ele veio para o Brasil inaugurar um novo capítulo na história do esporte.

O destemido faixa preta de 1,64m e 68Kg se estabeleceu em Belém do Pará, onde começou a lutar contra capoeiristas e pugilistas, até promover o 1º campeonato de Jiu-Jitsu do país, evento que inaugurou essa arte marcial por aqui.

Não tardou, um adolescente carioca viu um desses campeonatos e se apaixonou pelo esporte. Em 1917, Carlos Gracie abraçou o jiu-jitsu com braços e pernas, literalmente, e se tornou um dos gigantes dessa arte marcial no país. A primeira academia da famosa família de lutadores foi aberta em 1925.
No Rio de Janeiro durante os anos 40, os irmãos Hélio e Carlos Gracie, filhos do mestre, adaptaram a técnica japonesa original de modo que pessoas menores e mais frágeis dominassem adversários fisicamente superiores. Eles se tornaram figuras conhecidas no país porque percorriam academias da cidade do Rio desafiando oponentes, querendo provar a superioridade do jiu-jitsu em disputas que ficariam conhecidas por ‘vale-tudo’.

Foi somente em 1993 que Rorion Gracie daria um novo impulso ao esporte, quando, morando e ensinando a luta nos Estados Unidos, teve a ideia visionária de transformar o vale-tudo em um ‘espetáculo’ bem à moda dos antigos combates entre gladiadores. Em parceria com o grupo Semaphore Entertaiment Group (SEG) criou o evento UFC onde diferentes estilos de artes marciais se confrontam, incluindo o jiu-jitsu brasileiro, o boxe, wrestling, muay thai, judô, karatê, tae kwon do, entre outras. O desafio acabou por gerar uma nova categoria de luta: as artes marciais mistas, ou MMA. O projeto de ringue octogonal, marca registrada do UFC, é assinado pelo próprio Ron.

Hoje, um século depois de Conde Koma desembarcar no Brasil, do pioneiro mestre Gracie difundir e dar à luta oriental a chancela do swing brasileiro por meio de seus descendentes, o jiu-jitsu é praticado do Alasca à Mongólia, de Abu Dhabi ao Japão, do Oiapoque ao Chuí. O MMA é um dos mais lucrativos esportes de luta da atualidade. E a família Gracie um dos nomes mais respeitados do Jiu-jitsu mundial.

Em 2018, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro decretou uma lei de grande importância para o jiu-jitsu. Responsáveis por popularizar a arte suave no Brasil e no mundo, esse sistema de luta e filosofia de vida tão rico, a família Gracie foi declarada Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial da cidade do Rio de Janeiro.

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